A decisão do Ministério da Justiça de elevar para 12 anos a classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela Record provocou questionamentos e manifestações de lideranças religiosas, entre elas a cantora Ana Paula Valadão e o pastor Gustavo Bessa.
A medida chama a atenção pela ausência de esclarecimentos específicos sobre quais episódios ou cenas justificariam a restrição, embora o Ministério tenha apontado violência, atos criminosos, drogas lícitas e preconceito como critérios da avaliação.
A proteção do público infantil é importante, mas decisões dessa natureza precisam ser acompanhadas de transparência e justificativas claras. Quando uma produção de conteúdo religioso recebe uma classificação mais restritiva, sem a devida explicação dos critérios aplicados, é natural que surjam questionamentos. Afinal, o poder público deve orientar e proteger, mas também respeitar a liberdade de expressão e as manifestações religiosas.
Diante da polêmica, o Ministério da Justiça voltou atrás e restabeleceu a classificação livre, reconhecendo que a avaliação anterior não havia considerado adequadamente o contexto cultural e religioso das narrativas bíblicas.



