Os tumores benignos de tecidos moles são formações não cancerígenas originadas no tecido mesenquimal, responsável pela formação de músculos, gordura, vasos sanguíneos, nervos e tecidos conjuntivos.
Embora, na maioria dos casos, não apresentem comportamento agressivo nem risco de metástases, esses tumores podem crescer progressivamente, causar dor, desconforto funcional ou compressão de estruturas adjacentes, o que torna o diagnóstico e o acompanhamento médico fundamentais.
De acordo com o Dr. Fábio Elói, cirurgião de quadril pela Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ), especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e oncologista ortopédico pela Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO), o prognóstico dos tumores benignos de partes moles é, em geral, bastante favorável, especialmente quando identificados precocemente.
“A avaliação especializada é essencial para diferenciar lesões benignas de tumores malignos e para definir a melhor conduta em cada caso, evitando tratamentos desnecessários ou atrasos no diagnóstico”, explica o médico.

Principais tumores benignos de tecidos moles
Entre os tumores benignos de partes moles mais frequentes estão o lipoma, originado do tecido adiposo; o fibroma, proveniente de tecido conjuntivo ou fibroblastos; o hemangioma, formado por vasos sanguíneos; o Schwannoma, também conhecido por neurinoma ou neurilemoma, relacionado aos nervos periféricos; e o leiomioma, que se desenvolve a partir do músculo liso.
Essas lesões podem surgir em diferentes regiões do corpo e, muitas vezes, são percebidas como massas de crescimento lento e indolor.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico dos tumores benignos de tecidos moles envolve inicialmente a avaliação clínica, na qual o médico observa características como tamanho, consistência, localização e velocidade de crescimento da lesão.
“Os exames de imagem são fundamentais para a confirmação diagnóstica e para o planejamento do tratamento”, destaca o Dr. Fábio. A ultrassonografia costuma ser o primeiro exame solicitado, especialmente em lesões superficiais, enquanto a Ressonância Magnética é o método de escolha para avaliar a extensão do tumor e sua relação com estruturas vizinhas. Em alguns casos, pode ser necessária a biópsia, para confirmação histológica.
O tratamento depende do tipo de tumor, dos sintomas apresentados e do impacto funcional para o paciente. Muitas lesões benignas podem apenas ser acompanhadas clinicamente.
Quando há dor, limitação de movimentos ou crescimento progressivo, a cirurgia para retirada do tumor pode ser indicada.




