Após cinco meses de indefinição, o Senado decidiu rejeitar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29/04), em uma derrota ao governo Lula. O veto é o primeiro em 132 anos. A última vez em que o Senado barrou a indicação de um ministro do Supremo foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.
A votação, secreta, terminou em um placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários. Resultado inferior aos 41 votos necessários para a aprovação.
A decisão coloca fim a uma tradição do STF, que só rejeitou nomes ao STF no ano de 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto. À época, senadores rejeitaram cinco nomes à corte.
Ao fim da sessão, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse que a rejeição de Messias foi uma resposta à falta de governabilidade do governo Lula.
“Na minha opinião, isso é a prova de que o governo Lula não tem mais governabilidade. Esse também é um recado importante para o Senado”, afirmou.
Sabatina e promessas que caíram
Antes de ir ao plenário, Messias foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), após oito horas de sabatina. O placar no colegiado foi de 16 votos a favor frente a 11 contrários.



