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Santa Casa investiga denúncia de injúria contra médico anestesista em Capão Bonito

Paciente alega que foi ofendida pelo profissional e teve a cirurgia cancelada após três anos de espera. Em nota, hospital afirma que o tempo médio de espera para o procedimento é de três meses

Caso está sendo apurado pelo hospital Foto: Reprodução/Google Street View

A Santa Casa de Capão Bonito (SP) apura uma denúncia de injúria contra um médico anestesista, registrada por uma paciente na quarta-feira (25/03). O boletim de ocorrência foi registrado de forma on-line no sábado (28/03).

A mulher, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que havia realizado todos os exames e procedimentos pré-operatórios para uma cirurgia de hérnia incisional. Segundo ela, que também é funcionária do hospital, o procedimento era aguardado há três anos, mas não foi realizado.

“Eu possuo uma hérnia em cima da cicatriz da minha cesárea. Fui internada para a cirurgia às 6h e, quatro horas depois, fomos ao centro cirúrgico. Fui colocada na maca e, na porta, fui abordada pelo médico anestesista de forma totalmente agressiva”, pontua.

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De acordo com a vítima, o médico teria a chamado de “mentirosa” e a acusado de aplicar remédios emagrecedores diariamente, o que comprometeria o andamento da cirurgia.

“Ele disse que ficou sabendo por colegas de trabalho que eu estaria aplicando remédios emagrecedores em mim mesma todos os dias, o que não aconteceu. Este tipo de medicamento sequer é aplicado diariamente. Fui chamada de mentirosa pelo médico”, alega.

Por causa do desentendimento e das acusações supostamente feitas pelo médico, a cirurgia da paciente foi desmarcada. Segundo a mulher, ela não recebeu nenhum documento oficial informando o que motivou o cancelamento.

“Logo depois do que aconteceu, eu fiz uma carta ao diretor do hospital solicitando que o anestesista colocasse no papel o motivo dele ter cancelado, mas nada aconteceu. Eles não estão querendo entregar o papel e eu irei atrás dos meus direitos”, diz.

Devido à hérnia, a paciente afirma sentir dores diárias. No setor em que trabalha, ela precisa carregar objetos pesados e, por isso, acaba tendo que tomar medicações frequentes para melhorar os sintomas.

“Já precisei pegar atestado devido à dor que a hérnia causa várias vezes. Eu sinto dores durante o expediente de trabalho, já precisei tomar analgésicos na veia. Eu realmente preciso dessa cirurgia para ter qualidade de vida”, desabafa.

“O hospital chegou a propor a remarcar a cirurgia com outro anestesista, mas eu recusei. Eu não sinto mais confiança. Me senti profundamente humilhada e exposta no meu ambiente de trabalho. Foi um desgaste físico e emocional muito grande, além da internação desnecessária”, completa.

Hospital apura conduta

Em nota enviada ao g1, a Santa Casa de Capão Bonito afirma que a denúncia é apurada pela gerência do hospital, que está garantindo a escuta das partes envolvidas e a adoção das medidas necessárias.

Além disso, a instituição ressaltou que não compactua com qualquer conduta que desrespeite a integridade de pacientes. No entanto, informou que desconhece o tempo de espera para a cirurgia informado pela mulher e afirma que o tempo médio de espera é de três meses.

Ainda conforme a nota, a Santa Casa informou que já adotou medidas assistenciais à paciente, com o reagendamento do procedimento para abril, sob responsabilidade de outro profissional. (Por Diogo Del Cistia, g1 Itapetininga e Região)

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