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Governo reporta déficit de 0,36% em 2024; com exceções, rombo fica em 0,09%, dentro da meta

Rombo ficou em 43 bilhões de reais, com uma queda de 81% sobre os 228,5 bilhões registrados em 2023

CINTO APERTADO Ministério da Fazenda: déficit do Tesouro, Banco Central e Previdência caiu 81% no ano passado (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/VEJA.com)

O governo central, composto pelo Tesouro Nacional, pelo Banco Central e pela Previdência Social, acumulou um déficit primário de 43 bilhões de reais em 2024. O resultado corresponde a 0,36% do Produto Interno Bruto (PIB). Os números melhoraram na comparação com o ano retrasado, quando o rombo foi de 228,5 bilhões, o equivalente a 2% do PIB. A conta, contudo, inclui gastos extraordinários, como a linha de crédito para a reconstrução do Rio Grande do Sul. Quando se descontam as exceções permitidas por lei, o déficit cai para 0,09%, o equivalente a 11 bilhões de reais. Com isso, o governo encerrou o ano dentro da faixa de tolerância da meta fiscal de 2024. O centro da meta era de 0%, com margem de 0,25 ponto para mais ou para menos. Com isso, o teto de déficit é de 0,25% do PIB.

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda, o Tesouro Nacional fechou o ano com um superávit de 255,6 bilhões de reais, o que representa um crescimento real (descontado o IPCA) de 201% sobre os 78,2 bilhões de 2023. Esse saldo positivo, contudo, foi anulado pelo déficit de 1,2 bilhão registrado pelo Banco Central e pelo rombo de 297,4 bilhões da Previdência Social. Maior fonte de déficit do governo brasileiro, a previdência reduziu seu buraco em 6%, ante os 306 bilhões de reais de 2023. (Por Márcio Juliboni- Veja Economia)



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