Gilmar Rosa foi condenado a dois anos e um mês de prisão, em regime semiaberto, por crime de abuso de autoridade
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Buri (SP) Gilmar Rosa se apresentou à Polícia Civil de Angatuba (SP) na última terça-feira (30/05). O político estava foragido desde outubro de 2022, quando foi condenado a dois anos e um mês de prisão – em regime semiaberto – por coagir, através de ameaças, uma testemunha de um processo em que ele era acusado por abuso de autoridade.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em 2018, Gilmar foi denunciado por ofender, humilhar e intimidar funcionários municipais. Na época, a Câmara Municipal chegou a votar pelo afastamento do vereador, que desde então não assumiu outros cargos públicos.
A pena inicialmente estabelecida em três meses e 28 dias, no entanto, foi substituída pelo pagamento de um salário mínimo às vítimas.
A denúncia por coação veio à tona em 2020, quando Gilmar foi acusado de ameaçar uma testemunha, que havia sido indicada por ele, em um processo que respondia por abuso de autoridade.
Assim que soube da decisão do TJ, o ex-vereador recorreu da decisão. Por isso, o mandado de prisão contra ele chegou a ser suspenso provisoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em fevereiro deste ano, o Fórum de Buri solicitou informações à delegacia do município sobre as investigações para o cumprimento do mandado de prisão expedido pelo Departamento Estadual de Execuções Criminais de Sorocaba (Deecrim).
Na época, a Polícia Civil informou que o ex-vereador não havia sido localizado nos endereços apresentados. No entanto, o Fórum alertou que, apesar da condição de “procurado”, Gilmar continuava atuando ativamente como advogado na Comarca de Justiça de Buri, inclusive participando de audiências on-line.
Após meses foragido pela Justiça, o ex-vereador se apresentou à Polícia Civil de Angatuba. Aos policiais, ele alegou que optou por outra cidade para evitar alardes.
Gilmar foi levado para a Casa Transitória da Delegacia Seccional de Itapetininga (SP), onde permaneceu à disposição da Justiça.
O g1 tenta contato com a defesa do acusado. (Por g1 Itapetininga e Região)



