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Grupo suspeito de ‘grilagem’ de terras e imóveis é preso em Capão Bonito

Aproximadamente R$ 60 mil foi apreendido na casa da funcionária pública suspeita de fornecer informações ao grupo criminoso em Capão Bonito - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma funcionária da prefeitura e um advogado estão entre os detidos. Armas e aproximadamente R$ 50 mil foram apreendidas em locais alvos de mandados judiciais

Nove pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em uma organização criminosa especializada em grilagem de terras e imóveis em Capão Bonito (SP), na manhã desta terça-feira (28). Uma servidora da prefeitura e um advogado estão entre os detidos.

A operação “Grileiros” foi deflagrada após a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apontar que uma servidora pública fornecia informações sigilosas e dados públicos para uma facção criminosa que atuava na região.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Toshiyuki Fujino, a facção invadia propriedades no município e, apresentando documentos falsos, ameaçava os proprietários a deixarem o local. Em seguida, o grupo solicitava o direito de usucapião – forma de adquirir um imóvel após utilizá-lo por determinado tempo sem resistência à posse. Ao menos 50 pessoas foram vítimas do golpe, informou o delegado.

Após um ano de investigação, nove mandados de prisão e dez de busca e apreensão foram expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

Durante as diligências na casa da servidora pública, cerca de R$ 60 mil em cédulas foram apreendidas. Já na residência dos demais suspeitos, duas armas de fogo foram localizadas.

A quadrilha foi presa e encaminhada ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba (SP). Um suspeito continua foragido.

A Prefeitura de Capão Bonito afirmou que não tinha conhecimento da prática criminosa da servidora, pois “tais ações são sigilosas e de competência dos órgãos de segurança”, afirmou em nota.

Conforme apurado pelo g1, o advogado suspeito de auxiliar o grupo criminoso continua com o cadastro ativo na Ordem do Advogados do Brasil (OAB).

Em nota, o escritório da OAB de Capão Bonito, informou que o indiciado será penalizado após resultado do processo judicial, resguardando a defesa do acusado e a presunção de sua inocência. (Por g1 Itapetininga e Região)

Entenda como o esquema funcionava

Conforme aponta a investigação, a funcionária municipal fornecia dados sigilosos de imóveis que possuíam algum tipo de irregularidade aos criminosos. O grupo, então, abordava os proprietários afirmando que poderia regularizar as pendências mediante ao pagamento de uma taxa.

Após o pagamento, os criminosos obrigavam os moradores a deixarem as próprias casas. Em alguns casos, o grupo utilizava de violência para coagir as vítimas a abandonarem o local.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Toshiyuki Fujino, após a invasão da propriedade, a facção solicitava o direito de usucapião – forma de adquirir um imóvel após utilizá-lo por determinado tempo sem resistência à posse.

Com o auxílio de um advogado, os criminosos falsificavam documentos e forjavam a legalidade de escrituras em um cartório no Paraná.

Operação ‘Grileiros’ foi deflagrada após um ano de investigação em Capão Bonito – Foto: Divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil prende grupo criminoso suspeito de grilagem em Capão Bonito – Foto: Divulgação/Polícia Civil
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