Publicado desde 1969
Fundado por José Carlos Tallarico

STF autoriza que aterros sanitários fiquem em áreas de proteção ambiental até fim de vida útil

Decisão afirma ainda que, por riscos ambientais e sociais, material não precisa ser removido do local após encerramento

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, que aterros sanitários localizados em áreas de preservação ambiental (APPs) podem continuar funcionando até o fim de sua vida útil, que é de 20 anos, desde que respeitem os contratos de concessão em vigor.

A decisão veio após a análise de recursos que revisaram um entendimento anterior do STF, que em 2018 havia proibido a operação de aterros e lixões em APPs sem distinção. A nova determinação da Corte mantém a proibição para a criação de novos aterros nessas áreas, mas permite uma fase de transição para os que já estão em operação.

A Advocacia-Geral da União (AGU) estima que a desativação imediata desses aterros traria um impacto financeiro de R$ 49 bilhões. Além disso, a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) calculou que o custo de construir novos aterros e transportar resíduos para locais mais distantes poderia atingir R$ 52 bilhões nos primeiros quatro anos de funcionamento.

Imagem

Os recursos que levaram à reavaliação da decisão de 2018 foram apresentados, entre outros, pela AGU e pelo Partido Progressista (PP), que destacaram a insegurança jurídica criada para os aterros sanitários que já estavam em operação em áreas de preservação após a decisão inicial do STF. (Por Marcos Rocha – Conexão Política)

Facebook
Twitter
WhatsApp

PUBLICIDADE